Reserva de emergência


Todo brasileiro deveria constituir uma reserva para emergências, isto é, uma pequena poupança, às vezes não tão pequena, criada para custear gastos extraordinários, com doenças, acidentes, demissões e, como nem todas as despesas têm origem em fatos ruins, com novos bebês, mudanças no trabalho e oportunidades inesperadas.

Mesmo os servidores públicos, que gozam de certa estabilidade, deveriam constituir esse colchão de segurança, já que, embora dificilmente venham a perder seus empregos, também estão sujeitos a imprevistos, como doenças na família, acidentes de automóvel e, no caso de servidores de alguns estados, atrasos no pagamento de salários.


Seja qual for sua situação, no entanto, sua reserva deve ser alocada em investimentos de baixo risco, pois, sendo um colchão para emergências, não deve estar sujeita às variações do mercado. Além disso, deve ter liquidez, ou seja, deve ser rapidamente sacável.

Por isso, as melhores reservas de emergência estão hoje aplicadas em CDBs, em títulos públicos, em fundos DI (com baixas taxas de administração) e em cadernetas de poupança, que, embora nem sempre sejam as melhores alternativas de investimento, gozam de relativa segurança. Lembre-se, em se tratando de reservas para imprevistos, a liquidez e a segurança estão na frente da rentabilidade. Afinal, o que você prefere: ter uma reserva que lhe renda 8% ao ano ou, em uma emergência, ter que contrair um empréstimo pessoal com juros de 4% ao mês?

Pois bem, seu colchão de segurança deve ser proporcional a seus gastos mensais.

Não existe uma regra fixa, mas o ideal é que você tenha em reservas de 3 a 6 meses de despesas médias mensais. Assim, se você costuma gastar R$ 3.000,00 por mês, sua reserva deve ter entre R$ 9.000,00 e R$ 18.000,00. Nada impede, é claro, que seu colchão de segurança seja mais robusto, contentdo o equivalente a 12 ou 24 meses de despesas mensais.

Mas, como eu disse, esse valor é bastante variável. Um jovem universitário, por exemplo, que mora com os pais, não precisa de uma reserva de emergências tão grande. Um servidor público, que dificilmente perderá sua boquinha, também não precisa ter uma reserva muito elevada. Por outro lado, um trabalhador autônomo, que não possui estabilidade no emprego, e tem, por exemplo, esposa e filhos para sustentar, deve pensar em um horizonte mais longo, com talvez 9 meses de despesas mensais.

É claro que, em muitos casos, é difícil construir uma poupança com esse tamanho. Mas nunca é tarde demais para começar, reservando, por exemplo, de 5% a 10% de sua renda líquida mensal. Rendas extras também podem ser destinadas para a constituição de seu colchão de segurança, assim como o 13º salário, que, em alguns casos, é antecipado e pago em janeiro (não busquem lógica nesse país).

Ahhh... E é bom lembar: nunca, jamais, nem pense nisso, use sua reserva para despesas corriqueiras.

Você pode, por exemplo, usar sua reserva para dar entrada em um apartamento. Por que não? É melhor reduzir seu colchão de segurança que pagar juros a uma instituição financeira.

Em nenhuma hipótese, porém, use suas reservas para compras em uma promoção de fim de estação ou para trocar o carro. Crie outras poupanças para isso, mas não mexa em seu colchão de segurança, já que ele pode fazer falta em ocasiões difíceis.

É isso.

Resumindo...

- seu colchão deve ser aplicado em investimentos de alta liquidez e baixo risco (CDBs, títulos públicos, fundos DI e cadernetas de poupança).
- sua reserva deve ser constituida por, pelo menos, 3 meses de despesas mensais.
- e, o mais importante: o dinheiro de seu colchão deve ser usado somente em emergências!




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