O que você pretende dar no Dia das Crianças?



Às vezes, lemos alguns textos que realmente nos marcam. Este foi escrito pelo e publicado no dia 11 de outubro de 2010, véspera do Dia das Crianças, no Clube do Pai Rico:

O que você pretende dar no Dia das Crianças?

Escolheu o quê? Um carrinho de controle remoto? Uma boneca que fala? Um videogame? Um celular novo?

Gastou quanto? R$ 50? R$ 75? R$ 100? R$ 250? R$ 500?

Tenho certeza que se esforçou ao máximo no momento da escolha.  Possivelmente comprou algo um pouco acima da sua capacidade de consumo. Comprometeu uma parcela do 13º? Comprou em “n” parcelas no cartão de crédito? Mas… Será que fez a coisa certa?

Se você ainda não comprou o presente (se já comprou o conselho vale para o ano que vem), o que acha de fazer uma coisa diferente? O que acha de dar o melhor presente que existe para seu filho? O que acha de dar um pouco de realidade para ele?

Sim… A realidade… A verdade, nua e crua.

Se só pode dar um presente de R$ 20, que o faça. Se pode dar um de R$ 50… Ok... Se pode dar um de R$ 500, para que tanto!? Lembre-se: é apenas o “Dia das Crianças”! Não é o aniversário dela, tampouco o Natal… Existe mesmo a real necessidade de dar algo que fuja do seu orçamento? Se pode pouco, dê pouco. Se pode um pouco mais, dê um pouco menos.

– Ah, mas é apenas uma criança! Não posso fazer isso com ela!!! Ela não precisa sofrer 'o que eu sofri' quando tinha a idade dela…

Se você pensa dessa forma, tente enxergar de outra maneira. Dando um pouco menos você estará dando o melhor de todos os presentes, estará presenteando-a com a realidade, a única coisa que ainda vale alguma coisa…

Fico espantado quando vejo as matérias que os jornais vêm exibindo relativas ao dia das crianças. A cada ano que passa, mais e mais pessoas amontoam-se nas lojas. A cada ano que passa, os presentes vão ficando mais e mais caros. Contentar-se com algo mais simples é artigo de luxo.

Pense: dando algo fora da sua realidade, estará criando uma criança, consequentemente um jovem, e em seguida um adulto, que terá "níveis de exigência" cada vez mais altos, não importando se isso está ou não dentro da realidade dela.

O melhor momento para começar a colocar uma pessoa nos eixos em relação ao consumo desenfreado (ou melhor ainda, desnecessário) é quando ela ainda é pequena, quando começa a criar os primeiros conceitos sobre as coisas.

Já imaginou? Você começa dando coisas cada vez melhores, mais e mais, quando chegar na vida adulta, como será essa criança?

Por mais que alguns digam "Ah, mas eu posso, tenho condições para isso!", a tática é a mesma. Afinal, quanto maior for, maior será o tombo.

Eu até sugeriria um presente diferente, algo do tipo "vale um dia inteiro com o seu pai/mãe". Um dia onde você brincaria com ela (videogame, carrinho, casinha), contaria uma boa história…

De uma coisa você pode ter certeza: não é presente que fará com que ela te ame mais. Poderá até ficar triste nos primeiros momentos após a divulgação do presente, mas depois de passar o dia inteiro com você, terá as lembranças mais agradáveis de toda sua vida.

Por mais que tentem nos empurrar goela abaixo o consumismo desvairado, um pouco de "pé no chão" não faz mal a ninguém.

Se ela estiver um pouco mais velha, você poderá até mesmo explicar para ela o custo do presente em horas de trabalho. Mostre para ela que, se ela realmente quiser aquele presente de R$ 200, ela "pode", mas em contrapartida você precisará trabalhar "x" horas, precisará ficar "n" finais de semana fora de casa, trabalhando, ou precisará chegar 3 horas mais tarde todos os dias… Na maioria dos casos funciona.

Mas acima de tudo, dê muito carinho e atenção para eles. O resto é… Literalmente o resto. 

E ai? O que achou da ideia?




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