Desafio "Economizando em 2017"


A maioria das pessoas tem dificuldade na hora de guardar dinheiro... Pode-se dizer, inclusive, que grande parte dos brasileiros é incapaz de poupar dinheiro, de modo que a recomendação de economizar 10%, 20% ou 30% da renda parece ser, para muitas pessoas, um objetivo inatingível.

Eu sei, é claro, que é muito mais fácil economizar quando você possui uma boa renda, superior a, digamos, dez salários mínimos. Isso não impede, o entanto, que aqueles que ganham, por exemplo, um salário mínimo, também construam suas poupancinhas. É mais difícil, é verdade, os gastos essenciais pesam muito, mas não é impossível.

É muito importante, aliás, que todos tenham o que costumamos chamar de “colchão de segurança”, que nada mais é que uma reserva para emergências, geralmente aplicada na poupança.

Sendo assim, gostaria de propor a meus leitores o seguinte desafio, desenvolvido pelo Zé, autor do blog Clube do Pai Rico e um dos investidores nos quais me inspiro.

Trata-se de uma proposta viável, que pode ser desenvolvida, sem grandes diferenças, tanto por aqueles que recebem um salário mínimo como por aqueles que recebem mais de vinte salários mínimos. Ela se destina a introduzir no brasileiro uma mentalidade poupadora e a encontrar o dinheiro necessário para montar seu “colchão de segurança”.


Enfim, vamos lá:

No primeiro mês do ano (janeiro), você precisará economizar 1% de sua renda líquida (descontada do IRRF e da contribuição previdenciária). No segundo mês (fevereiro), você precisará economizar 2%. E assim sucessivamente, até economizar, em dezembro, 12% de sua renda líquida.

Desse modo, ao final de um ano, você terá o equivalente a, pelo menos, 78% de sua renda, isso sem considerar os rendimentos obtidos, por exemplo, com a caderneta de poupança. Para quem não conseguia economizar nem R$ 1,00, é um grande feito, não acham?

Nas palavras do grande Zé, você economizará um pouco a cada mês, passando a conhecer melhor seu orçamento e a descobrir pequenas brechas em seus gastos, que podem estar drenando uma parte considerável de sua renda. De acordo com o autor, com “o passar do tempo, você verá que não existe mágica alguma”, “que pequenos ajustes em seu orçamento lhe possibilitarão atingir a meta proposta para o desafio, mês a mês”.

Isso porque existem despesas que muitas vezes passam despercebidas e que podem ser cortadas, ou reduzidas, contribuindo para melhorar a sua saúde financeira. Podemos citar como exemplos:

a) as contas de TV a cabo e internet (você realmente precisa de um pacote de 20MB ou de 500 canais?)
b) os planos de telefone pós-pagos (um plano pré-pago não atende bem suas necessidades?)
c) as contas de água e de energia elétrica (por que deixar uma TV ou uma lâmpada acesa em um cômodo vazio?)
d) as taxas bancárias, com manutenção da conta corrente e do cartão de crédito (você sabia que existem contas gratuitas em quase todos os bancos brasileiros, e que você pode negociar as anuidades do cartão de crédito ou mesmo pedir um cartão gratuito?)

Enfim, isso é tudo pessoal, desejo a todos boa sorte nesse desafio e espero que, no decorrer do ano, compartilhem suas experiências. Para ajudá-los, sugiro que confiram regularmente nossa seção sobre “finanças pessoais” e os artigos publicados pelo Zé no Clube do Pai Rico, em especial nas seções “economia doméstica” e “educação financeira”.

Se quiserem algo mais específico, não deixem de conferir:
- Conta corrente sem tarifa de manutenção?
- Quanto investir para que seus filhos possam realizar seus sonhos?
- 7 Dicas para economizar energia 
- Cartões de crédito: o que você precisa saber?

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