Dica de leitura: "Um País Sem Excelências e Mordomias"

Ler este livro é algo obrigatório para todo deputado, senador, ministro, juiz, desembargador, governador, presidente, secretário, prefeito, vereador... E, sobretudo, para o eleitor. Para ele, é quase um guia de sobrevivência na selva da política brasileira.

Claudia Wallin trata da Suécia, mas é impossível não pensar no Brasil a cada parágrafo. Com cinismo, cólera, amargura. Ou com esperança. Por que não? Afinal, este livro prova que existem políticos que desconhecem o tratamento de “excelência”. Que não têm mordomias, não aumentam seu próprio salário, não têm gabinete próprio. Que usam o transporte público e não estão na vida pública para fazer fortunas. E que respeitam – e muito – o eleitor.

Um sistema apoiado em três pilares: transparência, escolaridade e igualdade.

Um dia, quem sabe, chegaremos lá. Ler e se envergonhar com estas páginas pode ser o começo.

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Opinião pessoal:

Escrito com uma linguagem simples e clara, este livro deveria ser lido por todos os brasileiros. Afinal, nossos políticos são apenas o reflexo de nossa sociedade, uma sociedade em que imperam o jeitinho brasileiro e a necessidade de tirar vantagem.

O livro Um País Sem Excelências e Mordomias conta as experiências da jornalista Cláudia Wallin, que realizou uma reportagem sobre o sistema político na Suécia, onde reinam o respeito ao dinheiro público, a moralidade administrativa e a transparência plena nos âmbitos público e privado.

Imagine minha surpresa ao descobrir que nesse país pouco conhecido, localizado no norte da Europa, onde o primeiro-ministro vai ao trabalho de bicicleta e os deputados até pouco tempo dormiam em seus próprios gabinetes (de pouco mais de 10m²), os políticos não podem receber presentes, tem um limite de gastos em jantares oficiais (consideravelmente baixo, por sinal) e lavam suas próprias xícaras.

Confesso que, mesmo eu, acho que os suecos exageram em certos pontos, mas, se é para exagerar para um dos lados, que seja para o lado da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência, e não, como estamos acostumados, para o lado do apadrinhamento, do sigilo e do desperdício de verbas públicas.

Só o Congresso Nacional, no Brasil, custa aos contribuintes R$ 28 milhões por dia (R$ 10,2 bilhões por ano). Reflita, e você verá que o custo de 1 presidente, 27 governadores, 5.568 prefeitos, 81 senadores, 513 deputados federais, 1.024 deputados estaduais e 56.810 vereadores é, no mínimo, colossal.

Calcule o custo-benefício de um político no Brasil e nos deixa sua opinião.

Onde comprar?

Bom, você terá que andar um pouco. Na Saraiva Online e na Livraria Cultura, por exemplo, este livro encontra-se esgotado. Talvez ainda esteja disponível em algumas lojas físicas. Se quiser realmente lê-lo, você pode procurar em alguns sebos, acessando o site Estante Virtual.

Observação: quem estiver com a minha cópia, devolva ;)

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